Presidente da Abapa fala sobre os riscos da cotonicultura na Brazilian Cotton School

Numa atividade na qual nem todos os fatores são controláveis, estratégias de mitigação de risco são fundamentais. E, na cotonicultura, elas podem poupar prejuízos e dores de cabeça. Por isso, o tópico teve destaque na grade de conteúdos da segunda edição da Brazilian Cotton School, com o módulo “Risco da Atividade, Olhar e Gerenciamento do Produtor”, ministrado, nesta quarta-feira (26), pela presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa. A palestra ocorreu na sede da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), em São Paulo.
Para uma turma de quase 40 alunos, dos variados elos da cadeia produtiva e têxtil, Alessandra falou sobre as muitas ameaças ao negócio do produtor, enfrentadas por ele no dia a dia, seja na lavoura ou no escritório, desde os riscos agronômicos, operacionais, financeiros, econômicos e de mercado, assim como os políticos e regulatórios, sociais e ambientais. O planejamento estratégico e uso inteligente de tecnologias para o monitoramento e a gestão financeira do negócio foram destacados como essenciais, pela presidente da Abapa, que ressaltou ainda a atenção aos investimentos em capacitação e em política de comercialização, dentre outros pontos.
“A cotonicultura envolve desafios, que vão desde fatores climáticos e oscilações de mercado até questões fitossanitárias e custos de produção. Nós não temos como controlar todos eles. Por isso, o olhar atento do produtor para esses riscos e a implementação de um gerenciamento eficiente são essenciais para garantir a sustentabilidade e a competitividade do setor”, afirmou Alessandra Zanotto Costa. Para ela, a qualificação dos produtores é um fator essencial para manter o Brasil na liderança do mercado global de algodão.
Mas o que diferencia o cotonicultor Brasileiro, segundo Alessandra, é a sua disposição e coragem para seguir produzindo, mesmo nas adversidades. “Ficar parado é o maior risco. Evoluir é mais do que uma escolha, é o caminho para a permanência do produtor no campo”, enfatiza.
A Brazilian Cotton School é fruto da parceria entre as principais entidades do setor – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM). Essa segunda edição, que teve início no dia 17 deste mês, em Brasília (DF), e vai até 4 de abril, em São Paulo, conta com 36 participantes de diversas áreas da cadeia produtiva do algodão. São três semanas de aulas presenciais, incluindo visitas técnicas a fazendas, indústrias têxteis, laboratórios e ao Porto de Santos. O objetivo da iniciativa é capacitar e conectar especialistas, fortalecendo, ainda mais, a posição do Brasil como referência global na cotonicultura.
27.03.2025
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FONTE: ABRAPA